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Barueri participou do 43º Festival de Dança de Joinville, na categoria Dança Contemporânea – Solo Masculino Júnior. Considerado a maior competição mundial de dança, o evento ocorreu de 25 de julho a 1º de agosto, em Joinville, no norte de Santa Catarina.
A delegação de Barueri foi composta por Kauê da Silva Reis, de 11 anos, aluno do Núcleo de Dança de Barueri; Roberta Silva, professora de dança e idealizadora da coreografia “Um Mímico em Apuros”; e Fellipe Camarotto, coordenador do Núcleo de Dança de Barueri. Regina Célia da Silva Ferreira, mãe de Kauê, também fez questão de acompanhar o filho e se hospedar com ele na cidade.
“A coreografia acompanha a trajetória de um mímico que é empurrado, de forma inesperada, para o palco. Lá, seus movimentos são sabotados por uma gosma invisível, e ele trava uma batalha física e cômica contra o absurdo. Aos poucos, transforma a própria angústia em movimentos, explorando os limites do corpo até conseguir se libertar e abandonar o palco”, explica Roberta Silva, que também idealizou o figurino e fez a maquiagem do bailarino. A trilha sonora é um chorinho do século passado.
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Cerca de 400 coreografias de todo o Brasil foram inscritas para a Mostra Competitiva.
“Houve duas apresentações de Kauê no dia 28, terça-feira, às 14h e às 16h. A primeira é destinada aos jurados e à plateia. Em razão do grande interesse pelas apresentações, é realizada uma segunda sessão”, explica Fellipe Camarotto.
A delegação retornou a Santa Catarina no dia 1º de agosto, sábado, para a Noite dos Campeões.
Levando em conta critérios como “qualidade artística e técnica”, “estrutura coreográfica e inventividade”, “consistência no desenvolvimento da proposta” e “adequação das peças escolhidas à faixa etária”, os três jurados atribuíram a Kauê uma nota que beirou a perfeição: 9,8.
O desempenho de Kauê ficou à frente das seguintes coreografias:
“Fenda de Luz” (MG) – 9,5;
“Next Level” (DF) – 9,4;
“Caçador de Manchetes” (RJ) – 9,3.
Palavra de um vencedor
“Não foi fácil vencer. Tinha muita gente boa concorrendo, mas eu fiz a minha parte. Fui bem orientado pelo Fellipe e pela Roberta. Ensaiei quatro horas por dia durante mais de dois meses. Não foi sacrifício nenhum, porque adoro o que faço. Comecei dançando hip hop aos quatro anos e quero continuar por muito mais tempo”, revela o campeão.
Essa não foi a primeira conquista de Kauê na dança, e ele espera alcançar muitos outros resultados. Em outubro deste ano, ele participará, com a mesma coreografia, do YAGP (Youth America Grand Prix), evento realizado anualmente na Praça das Artes e que premia os melhores classificados com bolsas de estudos no exterior.
“Gostaria muito de ganhar uma bolsa dessas para me aprimorar em qualquer lugar do mundo”, conclui.
Da redação
Crédito das fotos: Tatiane Zechetto/Secom Barueri