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A Prefeitura de Barueri, por meio da Secretaria da Mulher, deu início, na última quinta-feira (7), à 5ª edição do programa “Mãe, a Grande Viagem”, iniciativa que prepara gestantes e suas famílias para a chegada do bebê. O primeiro encontro foi dedicado ao aleitamento materno e reuniu futuras mães para uma palestra ministrada pela consultora em amamentação Verlândia Medeiros, responsável pelo setor de amamentação da Maternidade Municipal de Barueri.
Ao longo do encontro, a especialista compartilhou orientações sobre os primeiros dias de vida do recém-nascido e esclareceu dúvidas frequentes. Ela também reforçou que a amamentação é um processo de aprendizado que se torna mais tranquilo quando a mãe recebe acolhimento e informação de qualidade.
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Aleitamento materno e vínculo com o bebê
Durante a palestra, Verlândia explicou que o leite materno é suficiente para suprir todas as necessidades de água e nutrientes do bebê até os seis meses de idade, sem a necessidade de oferecer água, chás ou outros alimentos quando o aleitamento é exclusivo.
Ela também esclareceu que o colostro, primeiro leite produzido pela mãe, ainda durante a gestação, é suficiente para alimentar o recém-nascido nas primeiras horas de vida. “Nas primeiras 24 horas, o bebê precisa de muito pouco leite. Pequenas gotas de colostro já são suficientes para nutrir e proteger o recém-nascido”, explicou.
A enfermeira ressaltou ainda que mães com diabetes gestacional, hipertensão ou hipotireoidismo também podem amamentar normalmente e devem manter o estímulo ao peito desde o nascimento.
Outro tema de destaque foi a chamada Hora de Ouro, período logo após o parto em que, sempre que mãe e bebê estiverem bem, o contato pele a pele deve acontecer imediatamente. “Se o bebê nasceu bem e a mãe está bem, a primeira coisa é o contato pele a pele. Esse momento fortalece o vínculo e favorece o sucesso da amamentação”, destacou.
Segundo a especialista, os três primeiros meses de vida correspondem ao chamado “quarto trimestre”, fase de adaptação do bebê ao ambiente fora do útero. Nesse período, colo, carinho e proximidade fortalecem o vínculo afetivo e não deixam a criança “manhosa”.
Cuidados que fazem diferença
Verlândia também orientou as gestantes sobre a importância da pega correta, explicando que a aréola deve estar macia para facilitar a sucção e evitar dores e fissuras nos mamilos. “A amamentação precisa de presença. É olhando para o bebê, observando a sucção e entendendo os sinais”, afirmou.
Ela explicou ainda que alterações como a língua presa podem dificultar a amamentação e, quando identificadas na maternidade, recebem o tratamento adequado. Entre as orientações práticas, a consultora recomendou manter o bebê na posição vertical por cerca de 15 minutos após a mamada, colocá-lo para dormir sempre de barriga para cima e manter o berço livre de travesseiros, protetores, cobertores, naninhas e bichos de pelúcia, reduzindo o risco de asfixia.
Outro ponto destacado foi a influência do cheiro natural da cabeça do bebê na liberação de ocitocina, hormônio relacionado à descida do leite. Por isso, a especialista recomendou evitar perfumes e fragrâncias fortes nas roupas e nos produtos utilizados pelos pais, preservando os estímulos naturais entre mãe e filho.
Inclusão amplia o acesso às informações
Entre as participantes estava Alana Fortes de Oliveira Batista, mãe de uma menina de dois anos que continua sendo amamentada. Surda, ela acompanhou toda a palestra com o apoio dos intérpretes de Libras da Secretaria da Mulher, Callebe Jamim de Souza e Caio Watanabe Rocha, garantindo acesso integral às orientações. “Esse tipo de encontro é muito importante porque muitas mães não têm experiência e precisam dessas orientações. Ter intérpretes aqui também é muito importante para nós, mulheres surdas. Essa acessibilidade faz toda a diferença.”
A gestante Beatriz Taciana dos Reis Andrade, que está com 17 semanas de gestação, contou que conheceu o programa pelas redes sociais da Prefeitura e saiu do primeiro encontro mais preparada para a chegada do bebê. “Gostei muito da palestra. Aprendi muitas coisas que eu não sabia, principalmente sobre os primeiros dias de vida e a quantidade de leite que o bebê realmente precisa. Foi muito esclarecedor e quero participar dos próximos encontros.”
Informação e acolhimento
Ao encerrar o encontro, Verlândia reforçou que a amamentação não precisa ser vivida com culpa ou insegurança e incentivou as mães a buscarem ajuda sempre que necessário.
Rede de apoio às gestantes
O programa “Mãe, a Grande Viagem” promove encontros gratuitos com especialistas para orientar as futuras mães sobre gestação, parto, puerpério, amamentação e os primeiros cuidados com o bebê. Além de levar informação, a iniciativa busca criar uma rede de apoio, acolhimento e troca de experiências entre as participantes.
Da redação
Crédito da foto: Tatiane Zechetto/Secom Barueri