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Barueri realiza a Semana Municipal da Primeira Infância

- 25 de março de 2026

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Resumo:

  • Na última segunda-feira, foi realizada a abertura da 6ª Semana Municipal pela Primeira Infância, reunindo especialistas e promovendo experiências sobre o universo infantil.
  • O evento destacou o brincar autônomo, apresentações de crianças e atividades interativas que envolveram também os adultos.
  • A palestra principal enfatizou a importância de acolher, escutar e colocar a criança no centro das políticas públicas e da sociedade.

No dia 23 de março, a Prefeitura de Barueri, por meio da Secretaria de Educação, realizou a abertura da 6ª Semana Municipal pela Primeira Infância. O encontro aconteceu no Centro de Eventos e reuniu profissionais e especialistas da área da infância.

Organizado pelo Centro de Referência pela Primeira Infância (CRPI), o evento apresentou, logo na entrada, os chamados “territórios” — espaços pensados para o brincar autônomo das crianças, compostos por diversos elementos brincantes. Entre eles, objetos não estruturados, como caixas, brinquedos confeccionados com materiais recicláveis, elementos da natureza, utensílios do cotidiano (como colheres), fantasias e livros infantis, entre outros.

A proposta foi proporcionar ao público uma experiência. Essa vivência representa o universo das crianças no CRPI.

Saiba mais

Criança presente!

O evento contou com a apresentação das crianças participantes das oficinas de jazz kids do CRPI, que dançaram, com alegria, a música “Abraçando as Infâncias”, encantando o público. O CRPI oferece diversas oficinas para crianças de 0 a 6 anos.

O evento contou, ainda, com um momento de “acolhimento”, em que os adultos foram convidados a brincar e a explorar instrumentos feitos com materiais recicláveis, ao som do compositor russo Tchaikovski.

Abraçando as infâncias

O mestre e doutor em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Vitor Janei, conduziu a palestra “Abraçando as infâncias”, abordando o conceito do abraço como forma de acolhimento e presença. “Abraçar é estar ao alcance de; é proximidade. É colocar entre os braços, junto ao peito, e acolher. Também é cercar, envolver, dar contorno. Quando pensamos no adulto em relação à criança, esse corpo maior pode ser um continente para ela. Por isso, é tão importante sermos esse território que acolhe, que dá chão, que oferece espaço para as angústias, para o choro e também para as alegrias”, destacou.

O palestrante também ressaltou a potência do gesto vindo das crianças. “Não há nada mais genuíno do que o abraço de uma criança, que abre os braços e nos recebe.”

Provocando a reflexão do público, Janei questionou: “Quando falamos em ‘abraçar as infâncias’, somos nós que abraçamos as infâncias ou são as infâncias que nos abraçam?”.

Alguém total

Durante a fala, ele convidou os participantes a refletir sobre o conceito de “alguém total”. “Quando nos permitimos permanecer mais tempo nesse abraço, tornamo-nos um ‘alguém total’, porque nos completamos e também completamos o outro — e esse outro é a criança.”

Nesse momento, Janei convidou o público a ouvir a canção “Alguém Total”, de Dante Ozzetti e Luiz Tatit.

Concepção da criança

O palestrante também destacou a importância de um olhar coletivo sobre a infância na construção de políticas públicas. “Precisamos olhar para a criança para além do que lhe falta, reconhecendo sua potência, sua voz e sua vez. É fundamental colocá-la no centro das políticas públicas, construídas com ela, e não apenas para ela.”

Levar a sério a criança

Segundo Janei, escutar verdadeiramente as crianças é um caminho para a transformação social. “Se levássemos a sério o que as crianças dizem e as questões que trazem, seríamos capazes de nos reinventar como pessoas, como cidade e como sociedade.”

Perdoem o incômodo, estamos brincando!

Inspirado pelo pensador italiano Francesco Tonucci, Janei abordou a relação entre criança e cidade. Pedagogo e cartunista, Tonucci ficou conhecido pela frase “Perdoem o incômodo, estamos brincando!”, que expressa a necessidade de reconhecer o brincar como um direito essencial.

A reflexão propõe a participação das crianças no planejamento das cidades, reforçando que uma cidade boa é aquela pensada para todos, especialmente para que as crianças possam brincar livremente.

Da redação
Créditos das fotos: Ana Guice/Secom Barueri

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