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Saúde emocional da gestante é tema no programa “Mãe, a grande viagem”

- 29 de agosto de 2025

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Resumo: 

  • O programa “Mãe, a grande viagem”, da Secretaria da Mulher, abordou a saúde emocional da gestante, destacando os impactos psicológicos da gravidez, puerpério e a importância da rede de apoio.
  • O encontro contou com orientações sobre ansiedade, adoecimento psíquico e atividades físicas para o bem-estar.  
  • Gestantes relataram acolhimento e alívio ao entenderem que as emoções fazem parte do processo.  

No dia 27 de agosto, a Secretaria da Mulher promoveu o 4º encontro do programa “Mãe, a grande viagem”, reunindo casais gestantes ou que planejam engravidar. A atividade foi um momento de informação, acolhimento e reflexão sobre os cuidados psicológicos na gravidez, pós-parto e puerpério.  

O encontro foi conduzido por Jean Lima de Sousa, coordenador de Saúde da Secretaria da Mulher, que abordou os aspectos emocionais desse período, os transtornos mais comuns e estratégias de prevenção. “O romantismo em torno da gestação nos faz acreditar que tudo será maravilhoso, mas não é assim para todas. Cada mulher é afetada de forma diferente, com variações emocionais mesmo em gestações planejadas, com ou sem apoio familiar”, explicou.  

Jean ressaltou que, além do acompanhamento físico, é fundamental cuidar da saúde mental. Alterações hormonais, mudanças no corpo, na rotina e no trabalho, somadas à pressão social por uma “gestação perfeita”, impactam diretamente o bem-estar psicológico da mulher. Durante o pré-natal, podem surgir sentimentos de medo, angústia e insegurança diante das transformações e das novas responsabilidades. Já no puerpério, é comum o chamado baby blues, quando a mãe alterna entre o encantamento pelo bebê e momentos de tristeza ou desespero. “A mulher pode sentir que não dará conta, ter dificuldade de criar vínculo com o bebê e se sentir sobrecarregada. Isso se deve, em parte, à cobrança de ser uma mãe perfeita”, afirmou.  

Saiba mais 

Ansiedade 
A ansiedade foi apontada como o sintoma mais recorrente, tanto nas gestantes quanto nos parceiros. “É comum se sentir ansiosa, mas quando isso interfere na rotina, é preciso buscar ajuda. Esse quadro é mais frequente em mães de primeira viagem e em mulheres com histórico de violência”, disse Jean.  

Ele destacou que o preparo psicológico favorece o equilíbrio emocional, fortalece a ligação mãe-bebê e ajuda a compreender que essas emoções fazem parte do processo. Rede de apoio Jean também reforçou a importância de uma rede de apoio. “Pedir ajuda a amigos ou familiares é essencial. No puerpério, a mulher está cansada, muitas vezes sem dormir. Um gesto simples, como alguém cozinhar ou cuidar do bebê para ela descansar, já faz diferença. E é importante lembrar: pai não é rede de apoio, é cuidador”, enfatizou.  

Cuidado integral com corpo e mente  
O programa também oferece atividades físicas específicas para gestantes, como hidroginástica, pilates e ioga, sempre sob orientação da Secretaria da Mulher. “É um programa essencial, pois a gestação é um período sensível. Acolhemos essas mulheres e indicamos a atividade mais adequada para garantir qualidade de vida”, afirmou Helen Cristina Gomes Rocha, coordenadora de Esportes da Secretaria da Mulher.  

“Trabalhamos consciência corporal e fortalecimento do assoalho pélvico. Uma aluna relatou que os exercícios de respiração a ajudaram muito durante o parto. É um privilégio ter esse atendimento público, que cuida não só da gestação, mas da mulher por trás dela”, acrescentou Michele Barreto, professora de ioga e pilates.  

Para as futuras mães, o encontro trouxe acolhimento e alívio. “Gostei muito da palestra. Esclareceu dúvidas e diminuiu meu nervosismo. Tenho depressão e ansiedade e achei que estaria mais feliz durante a gravidez, mas percebi que não é tão simples. O encontro me ajudou a entender que essas emoções fazem parte do processo”, relatou Fernanda Santos de Paula, 28 anos, em sua primeira gestação

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