Barueri alerta sobre aumento de acidentes peçonhentos no verão
- 05 de janeiro de 2026
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Resumo:
- Com as chuvas e o aumento da umidade no verão, Barueri registra maior presença de animais peçonhentos em áreas urbanas, elevando o risco de acidentes.
- Os casos mais comuns envolvem jararacas, aranhas-armadeiras e escorpiões, além de vespas, marimbondos e lacraias.
- A Prefeitura de Barueri orienta sobre medidas de prevenção e reforça a importância de buscar atendimento médico imediato em caso de picada ou mordida.
Com a chegada do verão e o avanço do mês de janeiro, período marcado por chuvas intensas e aumento da umidade, cresce a preocupação das autoridades de saúde com a maior presença de animais peçonhentos em áreas urbanas. De acordo com o Departamento Técnico de Controle de Zoonoses de Barueri, ligado à Coordenadoria de Vigilância em Saúde, essas condições climáticas favorecem a proliferação e o deslocamento desses animais, elevando significativamente o risco de acidentes com a população.
Os animais peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno e estruturas específicas para inoculá-lo, como dentes ocos, ferrões ou aguilhões. No município de Barueri, os acidentes mais comuns envolvem serpentes, aranhas e escorpiões.
Entre as cobras, a jararaca é a espécie mais perigosa, podendo levar a óbito caso a vítima não procure atendimento médico rapidamente. No grupo das aranhas, destaca-se a aranha-armadeira, considerada uma das mais agressivas e venenosas. Já entre os escorpiões, duas espécies são frequentemente encontradas: o escorpião-amarelo, bastante comum em áreas urbanas, especialmente em bueiros onde há grande presença de baratas, e o escorpião-marrom, mais associado a regiões de mata, entulho e formações rochosas.
Saiba mais
Além desses, outros animais peçonhentos fazem parte do cotidiano da população, como abelhas com ferrão, vespas, marimbondos e lacraias. Segundo os especialistas, medidas simples podem reduzir significativamente o número de acidentes.
A limpeza regular de quintais, a manutenção do mato baixo, o descarte correto de entulhos e o uso de calçados fechados são ações essenciais. Também é importante impedir o acesso desses animais às residências, utilizando telas em ralos, rodinhos de proteção em portas e evitando o acúmulo de materiais que possam servir de abrigo.
Como agir em caso de acidentes com esses animais
Em caso de picada ou mordida por um animal peçonhento, a orientação é agir rapidamente. Os primeiros socorros incluem lavar o local com água e sabão, manter a vítima calma e deitada, retirar anéis, pulseiras ou objetos que possam apertar com o inchaço e procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo, como um pronto-socorro ou UBS.
Sempre que possível, recomenda-se fotografar o animal com segurança para auxiliar na identificação da espécie e na escolha do soro adequado.
O que não fazer
Algumas práticas devem ser evitadas, pois podem agravar o quadro. Não se deve fazer torniquete ou garrote, cortar ou perfurar o local da picada, tentar sugar o veneno ou aplicar substâncias caseiras, como pó de café, folhas ou querosene.
O tratamento eficaz é feito exclusivamente com soro específico, distribuído gratuitamente pelo Ministério da Saúde e administrado apenas em ambiente hospitalar.
A Vigilância em Saúde reforça que a prevenção ainda é a melhor estratégia. Manter a residência limpa, eliminar possíveis abrigos e ficar atento aos cuidados diários são atitudes fundamentais para garantir um ambiente mais seguro e saudável durante todo o ano.
Da redação
Crédito da foto: Ana Guice/Secom Barueri
